Parque Nacional do Caparaó suspende visitação por 15 dias

O Parque Nacional do Caparaó, que fica na divisa dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, suspendeu, temporariamente, a visitação ao público, a partir desta sexta-feira (3). A princípio, a suspensão vale por 15 dias, podendo ser prorrogada por mais 15. O motivo é a prevenção contra a febre amarela.

Nesta quarta-feira (1), representantes de cidades dos estados capixaba e mineiro se reuniram com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na sede do parque, para discutir a morte de macacos nos últimos dias. Pelo menos, 150 foram encontrados na região do Caparaó, sendo 19 em Iúna.

A representante do Projeto Muriqui, Joana Zorzal, também está trabalhando na identificação dos animais.

“De todos esses animais que a gente recolheu, a grande maioria, realmente, é o bugio ou o barbado, mas, por exemplo, a gente já teve dados do sauá ou guigó, que é uma espécie ameaçada de extinção no Espírito Santo. A gente ainda não pode afirmar se esses indivíduos vão ser positivos ou não para febre amarela, mas, sim, a gente já encontrou esses animais mortos”, falou.

A diretora do Consórcio do Caparaó, Dalva Ringuier, disse que a doença pode levar à extinção de espécies na região. “Já existem algumas áreas que são mais isoladas, onde a gente, praticamente, tem certeza de que lá não tem nenhum tipo de primata dessa espécie, como no caso de Ibatiba. Essas são áreas isoladas e pequenas”, explicou.

Um dos animais mortos foi encontrado dentro do Parque Nacional do Caparaó, área de preservação onde vivem milhares de macacos.

“Estamos trabalhando numa cadeia de informação, antecipando para aqueles que fazem reserva para que não se dirijam ao Parque Nacional do Caparaó, sem que estejam devidamente imunizados”, disse o chefe do parque Anderson Nascimento.

Apesar de o macaco não ser o transmissor da febre amarela, a Polícia Ambiental, que também esteve na reunião, tem recebido denúncias de pessoas matando os bichos.

“Acham que, com isso, vão conter o vírus. Pelo contrário, o macaco é um aviso para nós, seres humanos, que o vírus está chegando à região. Facilita a imunização, facilita o poder público tomar decisões que vão proteger a população e os animais silvestres, porque os macacos morrendo também é um desastre ecológico para nós”, falou o subtenente Márcio.

Fonte: G1 ES e da TV Gazeta

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