Veja cinco praias selvagens no Rio para quem quer sossego no verão

Muita gente deixa para frequentar as praias cariocas em março, quando a alta temporada vai embora e, com isso, sobra um espacinho aqui e acolá para forrar a canga. Mas o que nem todo mundo sabe é que a cidade do Rio tem, sim, opções bem opostas à orla de Ipanema, sem ambulantes, com pouca companhia e até mesmo direito a uma sobra de árvore ou outra. E o melhor: a menos de 50 km de distância uma da badalada Zona Sul.

As praias Selvagens, compostas por Praia dos Búzios ou das Conchas, Praia do Perigoso, Praia do Meio, Praia Funda e Praia do Inferno, têm um quê de aventura. Para desfrutar do visual e da quase exclusividade das faixas de areia, é preciso fazer uma trilha de cerca de quarenta minutos — ou até uma hora de caminhada em ritmo lento — até chegar às primeiras delas, a Praia do Perigoso. Do ponto de partida, em Barra de Guaratiba, até a Praia do Inferno, a última delas, o banhista encontra pela frente aproximadamente uma hora e quarenta minutos de caminhada.

Quem quiser aproveitar a vista de cima pode subir a Pedra do Telégrafo, um palco comum nas redes sociais de quem curte trilha e a grande responsável por divulgar as praias da região. O guia de turismo Guilherme Camocardi, da Rio4Fun, diz que a melhor maneira de curtir o local é de manhã bem cedo, com tempo de sobra para fazer a trilha num ritmo tranquilo e sem pegar trânsito no ponto de acesso.

ricardo romao na pedra do telegrafo guaratiba rj

— As praias ficaram conhecidas em função da trilha para a Pedra do Telégrafo, que começou a aparecer nas redes sociais em 2012 e hoje é bastante disputada, especialmente nos fins de semana. Por isso, o acesso ao local pode ser complicado dependendo do horário. Mesmo assim, as praias mais distantes continuam pouco frequentadas — explica.

A Praia do Perigoso é de longe a mais badalada das selvagens, já que fica bem pertinho do point trilheiro. A próxima parada, a do Meio, já tem bem menos gente. Por conta da ausência de comércio, a área de preservação ambiental requer um cuidado maior na hora de preparar a mochila. Além de protetor solar, repelente e itens de barreira contra o sol (bonés e óculos, por exemplo), é preciso caprichar no lanche.

— Um passeio como esses requer um planejamento mínimo. Tem, sim, que se preparar com cuidado, porque além dos itens de praia, é preciso estar equipado para fazer a trilha. Um tênis apropriado para esse tipo de caminhada é fundamental. Os de ginástica, por exemplo, escorregam — completa Camocardi.

Serviço:

http://www.rio.rj.gov.br/riotur

Ponto de partida: Estrada Roberto Burle Marx - Barra de Guaratiba

Tempo médio de trilha (do começo da trilha até a última praia): 1h40min

Informações: Riotur

Fonte: Carla Nascimento, Extra

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