O que fazer num fim de semana chuvoso?
Em dias de chuva, podemos dormir até mais tarde, despreocupados, sem compromisso. O céu cinza parece dar permissão para que a gente tire o pé do acelerador. Não há trilha marcada, nem mochila pronta. É o tipo de dia em que o despertador perde a guerra para o edredom, e o corpo agradece pelo descanso.
Esse é o dia que a gente não precisa acordar apressado, com vontade de encontrar os amigos às 6 ou 7 da manhã.
Esse é o dia que a gente não passa perrengue, não se machuca, não passa fome.
Esse é o dia que a gente chuta o balde e atualiza as séries acumuladas.
Sem culpa, sem pressa.
A pausa necessária no caminho
Na trilha, aprendemos que nem todo passo precisa ser adiante. Às vezes, é preciso parar. Sentar numa pedra, respirar, sentir o corpo. A subida espera. A paisagem não vai embora. E com a vida é igual: dias de comilança, de sofá, de preguiça… também são parte da jornada.
Esse é o dia que a gente acorda às 11 da manhã e vai direto encher o bucho. E, depois, volta a dormir a tarde toda.
Esse é o dia que bate aquela deprê às 5 da tarde e a gente fica olhando pra parede, viajando na maionese.
Esse é o dia que a gente se sente meio perdido, fazendo planos para o próximo fim de semana.
Mas nem todo tempo improdutivo é perdido. Às vezes, é só o corpo pedindo pausa. É o silêncio chamando a mente de volta pra dentro.
A importância de estar em casa — por dentro e por fora
A montanha ensina movimento, superação, ritmo. Mas também ensina abrigo. Ensina a reconhecer quando é hora de recolher a barraca, firmar os pés no chão e esperar o tempo virar. E hoje, talvez, seja esse dia.
Na solitude do teu canto, harmonize seus pensamentos. Seja grato por ter um lar, por ter saúde para escalar montanhas, por ter roupas para te esquentar. Mesmo que o cenário seja o da sala bagunçada e do controle remoto perdido entre as cobertas — esse também é um refúgio. E todo refúgio, em tempos de tempestade, é um presente.
Uma lição da montanha para os dias nublados
Em dias assim, em que a chuva silencia o mundo lá fora e a vida parece escorregar entre o sofá e a geladeira, é fácil sentir que estamos à deriva, sem rumo, sem conquista. Mas é justamente nesses intervalos — aparentemente inúteis — que se revela a sabedoria da trilha.
Toda caminhada exige pausas. Quem sobe sem parar, desaba antes do cume.
O dia de preguiça não é um desvio; é parte da jornada.
Não se culpe por não estar na montanha hoje. Recarregar também é movimento.
Porque quando a neblina passar e o chão secar, você vai lembrar: até o solo mais fértil precisa de chuva antes de florescer.
Nem sempre a montanha vai te acolher como você deseja. Mas saiba: ela estará lá quando você mais precisar.
Leia mais reflexões como essa em Ser da Montanha.











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