O que você anda contando para si mesmo que ainda te mantém parado?
O vento frio batia no rosto como um lembrete de que ninguém ia abrir caminho por mim. Cada passo afundava na terra úmida, deixando claro que o trajeto não ia mudar só porque eu queria que fosse mais fácil. Eu já conhecia bem esse tipo de pensamento. As desculpas vinham como neblina, densas e confortáveis. Falava para mim mesmo que estava cansado, que não tinha me preparado, que não era o dia certo. E, no fundo, sabia que não era o caminho que me barrava. Era eu.
Quando a mente tenta te convencer a parar
A cada subida, o corpo pedia para parar. E a mente, rápida, tentava vestir isso de lógica. Inventava motivos para recuar, razões bem elaboradas para não seguir. Mas motivos são frágeis quando confrontados com a verdade. O chão irregular não se importa com justificativas. Ele só está lá. Ou você pisa, ou não pisa. E essa simplicidade assusta porque retira todas as camadas de proteção que construímos para não encarar nossa própria responsabilidade.
Não há atalhos para o que importa
Não existe romantismo nisso. Não é sobre esperar o momento certo, nem sobre inspiração. É sobre encarar o desconforto sem disfarce. O caminho não escuta promessas nem aceita desculpas. Ele só responde a quem continua. Essa verdade, crua e direta, pode incomodar, mas também liberta. Afinal, se o que te prende é uma história que você mesmo inventou, significa que você também pode mudar o enredo.
O silêncio que revela a verdade
Se a história que você repete fosse tirada de você, talvez sobrasse só o silêncio cru da realidade. E, nesse silêncio, ficaria evidente que não há barreiras invisíveis nem destino marcado. Só o chão à frente e a escolha de avançar ou não. Quem decide continuar, mesmo quando a mente inventa razões para parar, descobre que força não é algo que se sente antes, é algo que se constrói durante.
O que fica quando as desculpas acabam
Essa percepção muda tudo. De repente, não há mais justificativas para ficar parado. Não há mais a ilusão de que algo externo precisa mudar para você se mover. Você entende que o maior bloqueio não está na trilha, nem na vida, mas no roteiro que repete para se manter seguro. E segurança, nesse caso, é apenas o outro nome para estagnação.
O recado final
Quem não solta as próprias desculpas, nunca segura de verdade o próprio caminho. Esse é o tipo de verdade que não se lê apenas, se vive. E, como toda verdade, ela pode incomodar no começo. Mas, se você der o próximo passo, vai perceber que a liberdade de avançar sempre esteve aí, esperando que você parasse de se contar a história errada.











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